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Você já fez a escolha profissional?

Você já fez a escolha profissional?

Ao longo da vida escolar, principalmente no ensino médio, alguns alunos já possuem uma META na escolha de uma profissão. Alguns estudantes crescem determinados desde a infância, sabendo em que irão trabalhar, mas muitos, em razão da pouca idade e experiência de vida, não conseguem definir o caminho a seguir.
Realmente não é uma decisão fácil, mas algumas atitudes podem ajudar, o fundamental é conhecer as diversas profissões existentes no mercado, bem como especializações, ou seja, as diferentes opções que existem.

Autoconhecimento é importante para escolha da carreira!

Antes de sair por aí desesperado para conhecer o máximo de todas as profissões, condições de mercado, salários e possibilidades de crescimento, e assim decidir sobre qual carreira seguir, é preciso procurar conhecer a si mesmo. A dica é dada só por profissionais acostumados a lidar com aconselhamento profissional e por estudantes que já optaram por uma carreira.
A iniciativa baseada na consciência pessoal pressupõe um “olhar” para si antes de achar uma resposta fora, a tarefa de conhecer a si mesmo compreende o entendimento de uma série de fatores, como habilidades, influências e aptidões. É normal que exista a dúvida na hora de decidir a respeito da carreira. Toda decisão envolve riscos, escolher é abrir mão entre vários caminhos. Toda vez que você faz uma escolha é normal que você fique em dúvida, porque normalmente se escolhe algo para perder menos.
Outro ponto a ser levado em consideração na avaliação é a quantidade de cursos que existem atualmente. Surgem cada vez mais cursos no mercado, que diversificam as oportunidades e o mercado de trabalho, mas a falta de divulgação desses novos cursos por parte das universidades e do interesse dos alunos em relação a eles acaba por intensificar o mercado das profissões tradicionais e as notas de corte nos vestibulares dessas carreiras crescem a cada ano.
Além disso, outro aspecto é posto como complicador nesta equação que vai nortear o jovem a respeito da escolha da carreira: o receio da escolha significar um caminho sem volta. O grande erro e medo dos estudantes em suas decisões é a escolha como sendo a “profissão para a vida toda”, como se só se houvesse uma única profissão que se encaixasse em seu perfil.
É importante conhecer cursos relacionados a seus interesses, já que por mais que se encaixe em algum curso ele não é o único em que o vestibulando se tornaria bom profissional.
Justamente a quantidade de informações e de opções que por um lado podem ser uma saída, por outro criam outro ponto na indecisão do vestibulando: o medo de errar.

Nenhum tipo de frustração é legal !

Começar algo e descobrir que não é aquilo que se quer é algo a se pensar na hora de escolher conscientemente. No entanto, isso não deve ser motivo de desanimo. Nesse sentido, se a escolha for planejada, sólida e consistente e ainda assim houver a decepção não será tão intensa, pois houve antes uma avaliação da situação, não foi uma ação baseada no impulso.
As informações, assim como a descoberta de aptidão a um curso é mais fácil quando há uma conversa com um profissional da área.

E qual a melhor forma de buscar informação?

Não há uma resposta correta para essa questão, mas sim várias possíveis. Tudo é válido é preciso buscar informações nos meios mais variados, seja na Internet, seja numa conversa com profissionais ou estudantes das áreas de interesse. As habilidades são construídas com o tempo e nem sempre pode ser identificada à primeira vista. Algumas vezes a carreira é descoberta como o amor, apenas com a convivência.

Dinheiro $$$

Não há como negar que a questão financeira pesa na escolha dos vestibulandos. O mercado de trabalho influencia a escolha, pois ninguém deseja estudar e se formar para ficar desempregado. Contudo, entrar na universidade pensando no mercado é um risco, pois durante os anos da faculdade até a formatura essa conjuntura pode ter sofrido uma série de modificações. É fundamental que a escolha contemple a existência da realização profissional, afinal sem ela com certeza o mercado irá “engolir” este profissional.

Peso familiar

Por mais que muitos estudantes digam que não são influenciados pela pressão familiar, a realidade não parece ser bem essa. Psicólogos acreditam na influência exercida pelo ambiente em que vive, no entanto, segundo eles, não percebem este processo, pois estão na fase de transição até se tornarem adultos, e para isto buscam acreditar que nada os influencia. Não aceitar que há influência nos meios em que vivem é uma característica dos jovens por se sentirem onipotentes. É a coisa do achar que ele não é afetado pelo outro, que ele pensa o que ele pensa por ele mesmo. Porque ele está ingressando na fase adulta e não dá para admitir que o outro o esteja influenciando.
As atitudes dos pais influem nos filhos desde a infância, a partir do brinquedo que o pai dá para seu filho, até o modo como conversa sobre a escolha profissional. Ao se escolher a profissão, que pode ser a primeira grande decisão deste jovem, ele deseja a participação, ainda que inconscientemente, do pai. Mesmo que não pretenda segui-la.
A influência familiar não deve ser encarada de forma negativa. É importante a participação dos pais neste processo decisório. No entanto, é preciso ser levado em consideração alguns detalhes, por exemplo, a forma como os pais abordam o tema. Se for numa conversa, colocando a opinião, dizendo as áreas que estão em alta, o que combina com o filho, ou seja, usando da sua maturidade para mostrar caminhos, é positivo. No entanto, acrescentam que não é porque o pai é médico que o filho deve ser para continuar com o negócio. Como dizem os psicólogos: o papel do pai é instruir e não forçar uma situação.

Como fazer então?

Fazer um passeio por faculdades também pode ajudar na escolha, pois durante as visitas o jovem terá a oportunidade de ver de perto como são as aulas, as estruturas das faculdades, o que lhe dará um bom suporte.
À medida que formar opinião sobre as profissões que interessam mais, o aluno poderá buscar os locais onde existam esses profissionais e explicar que quer conhecer a forma como trabalham. Ver de perto os procedimentos de uma carreira é uma excelente forma de descobrir aquilo que gosta ou não.
É necessário perguntar muito, sem ter medo nem tampouco vergonha, pois o erro poderá resultar em prejuízos futuros.

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